29 outubro dia mundial do AVC
Você sabia?
25 de Outubro de 2017


De acordo com a Organização Mundial de Saúde (OMS) o Acidente Vascular Cerebral (AVC) refere-se ao desenvolvimento rápido de sinais clínicos de distúrbios focais e/ou globais da função cerebral, com sintomas de duração igual ou superior a 24 horas, de origem vascular, provocando alterações nos planos cognitivo e sensório-motor, de acordo com a área e a extensão da lesão.

               Basicamente, são dois os tipos de AVC, isquêmico (AVCi) e hemorrágico (AVCh). Embora a forma hemorrágica seja mais severa, resultando em sequelas inicialmente mais graves, a isquêmica é mais frequente em cerca de 85% dos casos.

               O AVCi se caracteriza pela interrupção do fluxo sanguineo (obstrução arterial por trombos ou embolos) em uma determinada área do encéfalo e o AVC hemorrágico acontece quando ocorre ruptura de veias ou artérias em uma área específica do encéfalo.

               Classicamente o quadro clinico observado é a hemiparesia, onde ocorre diminuição de força e dormência da face, braço e/ou perna, geralmente em um lado do corpo. Outros sinais frequentes incluem: confusão mental, alteração cognitiva, dificuldade para falar ou compreender, engolir, enxergar com um ou ambos os olhos e caminhar; distúrbios auditivos; tontura, perda de equilíbrio e/ou coordenação; dor de cabeça intensa, sem causa conhecida; diminuição ou perda de consciência. Uma lesão muito grave pode causar morte súbita.

               A cada 5 minutos um brasileiro morre em decorrência do AVC, contabilizando mais de 100 mil mortes por ano. Estima-se que 17 milhões de AVCs afetem as pessoas em todo o mundo, causando mudanças imediatas e devastadoras na vida daqueles que sofrem o AVC e das pessoas mais próximas a eles. Esta patologia representa a maior causa de morte em toda a América Latina. De fato, o AVC é o maior problema de saúde pública no Brasil destacando-se nas regiões menos favorecidas do país, como no Norte, Nordeste e Centro-oeste. Além da alta taxa de mortalidade consequente desta patologia, o AVC também é a maior causa de incapacidade física e mental.

               A faixa etária predominante está entre 40 e 69 anos, sendo mais prevalente em negros e pardos, onde os principais fatores de risco são a hipertensão arterial sistêmica, o diabete melito, as cardiopatias, além do sedentarismo, tabagismo, etilismo e obesidade, muitos destes fatores associados aos maus hábitos de vida.

               O diagnóstico clínico é realizado pela anamnese e exame físico, confirmando um déficit focal, com ou sem distúrbio de consciência, de início súbito, agudo ou rapidamente progressivo. É essencial o diagnóstico diferencial de outras doenças que possam apresentar sinais e sintomas similares. A confirmação diagnostica poderá ser feita por meio de estudo de neuroimagem: tomografia computadorizada de crânio, angiografia, angioressonância ou angiotomografia. Podem ser também exames complementares na urgência: eletrocardiograma (ECG), exames laboratoriais como hemograma, glicemia e, se houver perspectiva de trombólise, tempo parcial de tromboplastina ativada, atividade de protrombina e tipagem sanguínea.

               Ao verificar os primeiros sintomas do AVC, a velocidade no atendimento é fator determinante, pois quanto mais rápido o paciente for socorrido de forma adequada, maior a possibilidade de prognóstico favorável. No AVC, o atendimento rápido e adequado evita que o cérebro sofra maiores danos e representa toda a diferença entre viver ou morrer.

               Aprenda a reconhecer o AVC porque tempo perdido é cérebro perdido. Início súbito de qualquer dos sintomas abaixo:

- Fraqueza ou formigamento na face, no braço ou na perna, especialmente em um lado do corpo;

- Confusão, alteração da fala ou compreensão;

- Alteração na visão (em um ou ambos os olhos);

- Alteração do equilíbrio, coordenação, tontura ou alteração no andar;

- Dor de cabeça súbita, intensa, sem causa aparente.

               Se você ou alguém que você conhece estiver com um destes sintomas – NÃO ESPERE MELHORAR! CORRA! Cada segundo é importante. LIGUE imediatamente para o número 192 (SAMU), ou para o serviço de ambulância de emergência da sua cidade, para que possam enviar o atendimento a você.

               Outro dado importante é observar / checar / anotar a hora em que os primeiros sintomas apareceram. Se houver rapidez no atendimento do AVC, até 4,5 horas do início dos sintomas um medicamento que dissolve o coágulo pode ser dado aos pacientes com AVCi, diminuindo a chance de sequelas.

               AVC 90% dos casos podem ser evitados, saiba como:

            Para prevenção de um AVC a pressão arterial deve ser avaliada regularmente. Recomenda-se que a hipertensão arterial seja controlada através de modificações do estilo de vida e de uma terapêutica farmacológica individualizada conforme orientação médica, com o objetivo de obter valores normais de 120/80 mmHg.

• A glicemia deve ser avaliada regularmente. Recomenda-se que os diabéticos sejam tratados através de modificações do estilo de vida e de uma terapêutica farmacológica individualizada nos doentes com diabetes, a hipertensão arterial deve ser rigorosamente controlada.

• O colesterol sérico deve ser avaliado regularmente. Recomenda-se o controlo de valores elevados de colesterol sérico com modificações do estilo de vida.

• Recomenda-se que o tabagismo seja desencorajado.

• Recomenda-se que o consumo de quantidades elevadas de álcool seja desencorajado.

• Recomenda-se atividade física regular.

• Recomenda-se uma dieta com baixo teor de sal e gorduras saturadas, elevado teor de frutas e vegetais e rica em fibra.

• Recomenda-se uma dieta de reducação de peso nos indivíduos com um índice elevado de massa corporal.

 

        Os sobreviventes de AVC necessitam de suporte e tratamentos adequados a longo prazo.

Um breve período inicial de Internação na fase aguda do AVC é indispensável, onde já deve-se iniciar o processo de reabilitação interdisciplinar e a prevenção secundária, porém, após a alta o paciente já deve imediatamente procurar um atendimento de reabilitação especializado com o objetivo de atingir a independência para as atividades da vida diária. A reabilitação deve ser iniciada de imediato e a participação dos familiares e cuidadores neste processo é de suma importância.

A maioria das pessoas que sobrevivem ao AVC tem alguma incapacidade pós-AVC. Embora a reabilitação não recupere os danos cerebrais, ela pode melhorar consideravelmente a capacidade funcional levando a uma melhor qualidade de vida.

Pessoas que tiveram um AVC necessitam de acompanhamento a longo prazo e monitorização para garantir que eles tenham estratégias preventivas e controle adequado dos fatores de risco, além de terapia dirigida para otimização de suas atividades de vida diária, mobilidade, espasticidade, dor, continência, comunicação, humor e cognição.

A Fisioterapia visa melhorar a capacidade funcional, de forma que o paciente retorne às suas atividades com maior grau de independência. Este atendimento precoce, intensivo, eficaz, é sempre necessário, importante e, principalmente, capaz de prevenir as possíveis complicações, aumentando assim, a expectativa e a qualidade de vida do paciente. As terapias irão ajudar o paciente a usar plenamente toda sua capacidade, a reassumir sua vida anterior, adaptando-se à sua atual situação.

O fisioterapeuta irá realizar estímulos para recuperar a sensibilidade, exercícios para fortalecer os músculos e alongá-los, treino de marcha e equilíbrio, utilização do lado parético, enfim, uma série de estímulo para promover um novo aprendizado motor conforme suas necessidades, capacidades e funcionalidade.

Portanto, é essencial procurar um local com atendimento especializado e individualizado para estes pacientes.

 

Fonte:

http://www.redebrasilavc.org.br/

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